terça-feira, 12 de junho de 2007

Relação Conturbada

Vagas de garagem, crianças gritando, som alto em apartamentos, esses são alguns fatores que causam conturbações entre pessoas que de certa forma dividem um espaço comum, os condomínios. O condomínio do edifício Lyon, situado a rua Tumucumaques número 15, bairro Santa Mônica é um exemplo das relações estreitas entre os moradores. Luiz Carlos, síndico do Lyon conta os motivos mais comuns de discussões no prédio, “a divisão das vagas de garagem e o som alto em alguns apartamentos é o principal motivo das discussões entre condôminos”, afirma Luiz. O síndico ainda cita a diferença entre os condôminos como motivo de algumas desavenças, “em um condomínio moram pessoas de todos os tipos, religiosos, jovens, isso complica um pouco as relações, a verdade é que uns não concordam com os outros, no que diz respeito as ideologias”. O relacionamento entre condôminos ainda é mais complicado quando está em jogo a relação econômica do edifício. O aumento da taxa de condomínio, segundo o síndico é sempre motivo de discussão, com o aumento considerável das despesas torna-se viável o aumento da taxa.

O condomínio do edifício Lyon tem 36 apartamentos em seus nove andares. Antônio Quirino de 78 anos morador do Lyon fala sobre algumas dificuldades que ele encontra no prédio, “os moradores tinham que ter mais respeito, aqui é um som alto o dia todo, incomoda muito”, afirma Antônio.
De acordo com outra moradora do edifício, nada causa mais problemas entre os condôminos que os animais de estimação existentes hoje no prédio. Segundo Maria Verly, residente do 7º andar, já ouve casos de animais que foram parar na justiça. “Como as coisas são, as pessoas em vez de brigar por mais conforto e pagamentos dignos, ficam discutindo e debatendo sobre o cachorro que não para de latir”, diz Maria. Muitas vezes os motivos fúteis são causas de grandes brigas e discussões nos condomínios. Mas de acordo com o Sescon-MG (Sindicato dos Condomínios Comerciais, Residenciais e Mistos de Belo Horizonte) Tudo depende do regimento interno do condomínio, se o regimento interno for bem feito, e se ele na forma de sua construção agradar, ou melhor não desegradar a ninguém, é só segui-lo e tudo bem, afinal ele é a lei que rege o prédio e seus moradores. O sescon-MG funciona Av. Afonso Pena, 748 - 24° andar, Belo Horizonte. Fica aberto de segunda a sexta feira de 09:00 às 18:00 hs.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Conexão Brasil Rock 'n' Holl

É com grande satisfação que apresentamos a vocês um projeto que a ARGOS Produções está realizando, incialmente em Belo Horizonte...
Nos dias 30 de maio e 02 de junho, Belo Horizonte será palco de uma produção inédita, o “Conexão Brasil Rock’n’Roll”. Serão bandas de alguns cantos do país tocando para o público mineiro. A proposta do evento é “conectar” as faces do rock’n’roll brasileiro, de norte a sul, considerando nossa diversidade musical. As bandas convidadas para essa conexão são: JosephK (CE) e Hard Base (SP), que serão “conectadas” às bandas mineiras Legado Blues, Mário Broz e Skindoll. Dia 30/05, quarta-feira, A OBRA recebe a banda Josephk?, que lança no Sudeste o seu segundo EP - DE CABEÇA PRA BAIXO. No dia 02/06, super show com todas as bandas no LAPA MULTISHOW. Voltar

terça-feira, 24 de abril de 2007

O Teatro Mineiro Abre Mercado de Trabalho

O Teatro mineiro hoje é considerado um dos mais importantes do Brasil. Isso se confirma com a quantidade de espetáculos de outros estados que fazem suas estréias aqui. Na verdade Minas Gerais se tornou um termômetro para a produção de artes cênicas. Leia Mais voltar

Por Trás Dos Panos

Toca-se o terceiro sinal, abre-se a cortina, ao centro um ator vestido de preto embaixo de uma luz azul, cercado por árvores artificiais. O que a platéia não sabe é que todo aquele aparato técnico que contribui para um bom espetáculo foi pensado e montado por profissionais que não estão em cena, mas que merecem tantos aplausos quanto os atores que dão vida àquela obra.
Profissionais da área técnica que trabalham na montagem e preparação dos espetáculos artísticos, como cenotécnicos, técnicos de palco e sonoplastas são poucos conhecidos no cenário cultural. São eles que dão vida a estética e beleza criada pelos cenógrafos e iluminadores, além de garantir a segurança tanto para os atores quanto para a platéia. Como é o caso de Richard Zaira, coordenador técnico do teatro Francisco Nunes, localizado dentro do Parque Municipal de Belo Horizonte. Com uma experiência de 14 anos executando essa função, Richard conta histórias e reivindica melhores condições para o mercado de trabalho atual. “O mercado tem foi assumido por pessoas sem capacidade, profissionais sem formação executando o trabalho de iluminadores e cenotécnicos” – Afirmou indignado Richard Zaira. Outro fator levantado por ele, é a falta de um piso salarial, “Diante de tal circunstância seria mais viável trabalhar com freelancer”. Comenta o técnico que coordena uma equipe de sete funcionários.
Atualmente Richard está envolvido em um processo de unificação dos profissionais que trabalham nos teatros Francisco Nunes e Marília, teatros administrados pela Fundação Municipal de Cultura. A unificação tem como objetivo melhorar a estrutura de trabalho dos técnicos envolvidos na execução geral das casas de espetáculos. O sindicato que regulamenta a profissão dos técnicos de teatro é o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de Minas Gerais – SATED.
Cristiano Medeiros, de 26 anos, cenotécnico do teatro Francisco Nunes, aponta os pontos positivos de se trabalhar nessa área. “Gosto de trabalhar nesse mundo mágico”, afirma Cristiano, se referindo à produção artística mineira, que apesar de ser restrita a poucos profissionais, vem se tornando importante para o cenário cultural brasileiro. Segundo o cenotécnico a importância de se reciclar no mercado é necessário. É essencial fazer oficinas, freqüentar cursos e estar sempre antenado ao mercado nacional.
O salário de R$800 reais por mês, não determina a satisfação desses funcionários em executar suas funções. Segundo ele trabalhar com arte é algo maior do que a própia idéia de trabalho. Continuarão fazendo o que fazem de melhor, apostando nas pessoas e na convicção de levar algo mais, certos de que jamais a cortina se fechará e o espetáculo não terminará sem apaluasos. Voltar
Leonardo Horta
Régis Augusto

terça-feira, 3 de abril de 2007

Referência Nacional

Festival de Curitiba é referência para todo o país Além de ser o maior festival de Artes Cênicas das Américas, o Festival de Teatro de Curitiba também é referência para diretores, coordenadores artísticos e produtores de teatros de todo o país, que vêm à capital paranaense em busca de novidades. Não é diferente em 2007, quando representantes de vários espaços e eventos circulam pela cidade, de olho em produções que possam enriquecer e redimensionar programações teatrais Brasil afora. Mais informações sobre os diretores e coordenadores artísticos que estão em Curitiba podem ser obtidas pelo (41) 3324-6971.